O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a dois brasileiros e quatro empresas. A medida visa suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e gera preocupação no governo brasileiro sobre riscos regulatórios.
Durigan afirmou que a responsabilidade pela segurança pública no Brasil cabe às autoridades nacionais, como a polícia, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. Ele comentou que o problema surge quando sanções, emitidas sob o pretexto de combater facções, atingem empresas legais, sem um caminho claro de recurso para o cidadão.
O governo brasileiro manifestou preocupação com a decisão, que pode gerar “efeitos indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, em razão do risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias”, segundo nota da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). A medida ocorre após os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas.
O Tesouro americano descreveu o PCC como a “maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental”. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), o grupo ameaça a segurança nacional dos EUA ao atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na Flórida, além de manter operações em outros países.


