O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que fechou um entendimento com parlamentares da oposição para votar a Medida Provisória do Frete Mínimo no Senado nesta terça-feira (14). O acordo visa promover ajustes redacionais sem alterar o mérito da proposta, evitando que o texto retorne à análise dos deputados.
A negociação busca destravar pontos de divergência no texto enviado pelo Executivo. Segundo o senador, cerca de quatro ou cinco dispositivos serão ajustados por emenda de redação, enquanto questões sobre possíveis vetos ficam a cargo do presidente da República. Rodrigues comunicará o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o acordo para que a matéria esteja pronta para votação.
A urgência do governo se deve à pressão da categoria dos caminhoneiros, que ameaça greves. O prazo legal é apertado: a MP do Frete Mínimo deve ser votada pelo Senado até o dia 16 de julho, ou perderá seus efeitos. Randolfe indicou que o governo mantém pontos inegociáveis, como o perdão de multas de caminhoneiros de dezembro de 2022, que o presidente deve vetar se mantido.
Sobre o piso salarial de R$ 5 mil para motoristas, as negociações avançaram, mantendo o modelo no texto, mas sem definição do valor exato. A líder do PP no Senado, Tereza Cristina, comentou que novas reuniões podem ocorrer, mas a expectativa é de que não haja emendas adicionais ao texto final.

