A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) prendeu 82 pessoas em Essuatíni, na África, que se passavam por agentes da Polícia Federal do Brasil. A ação faz parte da Operação First Light 2026, que investiga esquemas de engenharia social e lavagem de dinheiro em 97 países.
Os criminosos utilizavam a falsa identidade de policiais federais para enganar cidadãos. Segundo a Interpol, os falsos agentes convenciam as vítimas a transferir valores para um fundo seguro, momento em que os recursos eram subtraídos.
A estrutura clandestina também funcionava como centro de operações para jogos de azar on-line ilegais, golpes de falsa identidade e esquemas de lavagem de dinheiro. Durante a detenção, foram apreendidos 240 dispositivos eletrônicos, réplicas de uniformes da PF e moeda estrangeira.
Tomonobu Kaya, diretor do centro de crimes financeiros e anticorrupção da Interpol, afirmou que a organização apoia os países membros no combate a crimes financeiros facilitados pela internet e redes criminosas organizadas. A Operação First Light 2026 já resultou na prisão de 5,8 mil criminosos e na identificação de 142 mil vítimas.


