A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa nesta quarta-feira (1º) o novo pedido de extradição de uma ex-deputada federal, apresentado pelo governo brasileiro. O processo, protocolado pela Advocacia-Geral da União (AGU), refere-se à condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A condenação ocorreu após a ex-deputada ameaçar um jornalista com arma enquanto o perseguia no bairro dos Jardins, em São Paulo, sendo sentenciada a cinco anos e três meses de prisão. A AGU informou que o pedido brasileiro cumpre os parâmetros do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, e que o procedimento tramita sob sigilo.
Este é o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. Em maio, a corte italiana rejeitou a entrega da ex-deputada em um caso anterior, referente à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Naquela ocasião, a justiça italiana apontou suposta violação ao princípio da imparcialidade no julgamento do STF.
O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, encaminhou à AGU as garantias exigidas pela Justiça italiana. A corte italiana havia estabelecido condições para uma eventual extradição, como o cumprimento de pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal e acesso irrestrito à defesa.

