A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de um condenado pela morte de um menor. O aparelho foi recolhido pela polícia penitenciária no Complexo de Gericinó na última quarta-feira (1). A extração dos dados será realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O promotor Fábio Vieira dos Santos afirmou que a medida é necessária para apurar circunstâncias da custódia provisória do acusado e qualquer influência que ele possa ter exercido sobre pessoas externas durante o período de segregação cautelar. A quebra também visa identificar contatos e comunicações que possam afetar a regularidade da persecução penal.
O condenado foi sentenciado a 43 anos de prisão por tortura e morte do menor, ocorrida em março de 2021. A defesa do réu pede a anulação do julgamento. O promotor do Ministério Público declarou que é imprescindível verificar conduta do acusado capaz de interferir na produção de provas ou em um futuro julgamento.
Em outra decisão, a Justiça proibiu que o pai do condenado divulgasse informações sobre o pai da vítima, Leniel Borel, e ordenou a remoção de conteúdos do Google Brasil. Leniel Borel comentou que o processo exige investigação completa sobre o uso do celular, alegando que o aparelho na cela de um condenado por crimes graves não é detalhe, mas sim um risco.

