A Justiça negou nesta terça-feira (30) o pedido para que influenciadores digitais investigados por um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao “jogo do tigrinho” voltem a usar as redes sociais em Boa Vista.
A decisão, proferida pelo desembargador relator do caso, manteve o uso de tornozeleira eletrônica pelos envolvidos. A defesa argumentou que as medidas cautelares perduram por tempo excessivo, configurando “antecipação de pena”. O magistrado afirmou que não há indícios de que as restrições tenham perdido a finalidade ou se tornado desproporcionais.
Os suspeitos foram presos em 27 de abril, durante uma operação da Polícia Civil, e foram soltos em maio. O desembargador explicou que as prisões preventivas foram substituídas por medidas menos gravosas ao longo da investigação, em observância aos princípios da proporcionalidade.
A operação, que atingiu oito pessoas, incluiu influenciadores que acumulavam mais de 1,4 milhão de seguidores. Uma das influenciadoras movimentou mais de R$ 144 milhões entre 2023 e 2024 por meio da divulgação do jogo em Roraima. A investigação resultou no bloqueio de bens que podem somar até R$ 68 milhões nas contas dos investigados.

