A líder da extrema-direita francesa foi condenada a 15 meses de inabilitação em julgamento de recurso realizado nesta terça-feira (7). A decisão permite que ela concorra às eleições presidenciais de 2027, mas a pena imposta de um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica torna sua candidatura incerta.
A condenação ocorreu após a líder ter sido penalizada em março de 2025 por desvio de fundos públicos europeus enquanto era eurodeputada. Na ocasião, ela recebeu dois anos de prisão em regime fechado, multa de 100.000 euros e cinco anos de inelegibilidade imediata. O recurso levou o Tribunal de Apelação de Paris a reavaliar a pena.
O tribunal ponderou as penas à luz da “liberdade das candidaturas” e da “livre escolha dos eleitores”, citando a “condição da expressão democrática”. A nova sentença impôs multa de 100.000 euros e três anos de prisão, sendo um deles em regime obrigatório que pode ser cumprido em casa com monitoramento eletrônico.
A política, de 57 anos, já havia comunicado que só aceitaria se pudesse fazer campanha livremente, sem necessidade de autorização judicial para viagens, o que o monitoramento eletrônico impede. Ela deve anunciar sua decisão sobre a candidatura em entrevista marcada para 18 de abril e 2 de maio de 2027.
Jordan Bardella, herdeiro político, declarou na segunda-feira que a equipe “antecipa todos os cenários” e se sente “tranquilo e disposto a assumir as consequências” da decisão judicial, caso ele se torne candidato da extrema-direita.

