A defesa de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastado por denúncias de assédio sexual, apresentou laudos médicos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos apontam que o magistrado sofre de disfunção erétil, ausência de libido e hipogonadismo, buscando rebater as acusações.
Os exames, anexados ao processo no STF, argumentam que o estado de saúde do ministro é incompatível com a conduta descrita por uma das denunciantes. O laudo, datado de 6 de fevereiro de 2026, afirma que não há respaldo para a hipótese de “função sexual exacerbada” devido ao comprometimento da função sexual masculina. O documento também registra histórico de cirurgia de próstata, diabetes e hipertensão.
A defesa utilizou o material para contestar a denúncia de uma jovem de 18 anos, que afirmou que o ministro tentou agarrá-la três vezes durante férias em Balneário Camboriú, no início deste ano. O ministro também responde a uma acusação feita por uma funcionária terceirizada de seu gabinete no STJ.
Em paralelo, a Polícia Federal investigará mensagens enviadas a ministros do STJ sobre o caso. Um número de telefone do Rio Grande do Sul encaminhou uma mensagem afirmando haver uma “reviravolta no caso”. Apesar disso, nenhuma das denunciantes alterou sua versão dos fatos.

