Uma mulher faleceu em Shawnee, Oklahoma, em 26 de junho de 2026, aos 78 anos. Ela foi a última norte-americana a viver utilizando um pulmão de aço, equipamento que a manteve viva por 73 anos após ser infectada pela poliomielite em 1953.
A doença, que não possuía vacina na época, deixou a mulher paralisada do pescoço para baixo. Com fisioterapia, ela recuperou movimentos nas pernas e parcialmente no braço esquerdo, mas o braço direito permaneceu inoperante. Durante anos, ela permaneceu em enfermarias, dependente do aparelho, e relatou o terror de quedas de energia nos hospitais.
Seu avô adaptou o pulmão de aço para permitir que ela operasse o equipamento sozinha, o que possibilitou uma vida de relativa independência. Ela cozinhou, dirigiu e dedicou-se a atividades como pintura e escrita, afirmando que sua vida foi “como um balé”.
Após os atentados de 11 de setembro, ela conheceu um egípcio pela internet e casou-se em fevereiro de 2026. Nos últimos anos, a condição respiratória foi agravada por duas infecções por COVID-19 e COVID longa. O respirador antigo, fabricado décadas antes, não possuía peças de reposição.
Até seus últimos dias, ela defendia a vacinação, dizendo: “Eu faria qualquer coisa para impedir que alguém tivesse de passar pelo que eu passei. Se a vacina existisse quando eu era criança, minha mãe teria me vacinado sem pensar duas vezes.”

