A sanção de uma nova lei em junho estabeleceu diretrizes para ampliar a assistência a pacientes com dor crônica no Brasil. A norma prevê atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), torna obrigatório o ensino sobre o tema em cursos de saúde e institui o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica.
A expectativa é que as mudanças reduzam o sofrimento de quem enfrenta doenças incapacitantes, como a neuralgia do trigêmeo. Carolina Arruda, moradora de Bambuí, Minas Gerais, convive com a condição neurológica há quase 13 anos, doença descrita por especialistas como uma das mais dolorosas da medicina.
A jovem afirmou que a legislação representa um marco, pois hoje o tratamento é frequentemente isolado. “Se essa garantia realmente sair do papel, ela vai mudar completamente a vida de quem convive com dor crônica. Hoje, muitas pessoas passam anos indo de consulta em consulta, fazendo exames, tentando tratamentos diferentes, sem conseguir um atendimento organizado”, disse.
Entre os desafios, Carolina aponta a falta de preparo dos profissionais de saúde. A lei, ao determinar a inclusão do ensino sobre dor crônica na grade curricular, busca mitigar diagnósticos tardios. Além disso, a norma institui uma campanha nacional anual para combater o preconceito contra doenças invisíveis.

