Apesar da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o ex-deputado inelegível por pelo menos oito anos, o Partido Liberal (PL) mantém a pré-candidatura do parlamentar como suplente de André do Prado ao Senado por São Paulo. A decisão ocorre enquanto o caso aguarda trânsito em julgado, devido a possíveis recursos no STF.
A condenação, proferida pelo STF, refere-se ao crime de coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe de Estado. Segundo a cúpula do PL, a estratégia é manter o caso em “banho-maria”, aguardando o término dos trâmites no Supremo antes das eleições. Um cacique da legenda afirmou que as chances de reversão da decisão são “nulas”.
Outra opção seria o próprio ex-deputado abrir caminho para um substituto da chapa e retirar seu nome da primeira suplência. A convenção do PL ocorrerá no próximo sábado (25), no Estádio do Pacaembu. Enquanto isso, membros do partido já buscam substitutos, mas a palavra final sobre a vaga permanece com o parlamentar.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, concordou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-deputado agiu para constranger ministros. As ações citadas incluíram o tarifaço sobre exportações brasileiras, suspensão de vistos e aplicação da Lei Magnitsky, medidas tomadas pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

