O Partido Liberal (PL) aceitou a permanência de Márcio Canella (União Brasil) na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro para manter a aliança com a federação União Brasil-PP. Contudo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vetou a participação de sua mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente do ex-prefeito.
A alteração na chapa ocorre após o PL ceder à pressão do União Brasil para manter Canella como candidato, mesmo após sua prisão em flagrante por posse de fuzil, ocorrida durante operação da Polícia Federal. O ex-prefeito foi liberado posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Interlocutores da campanha indicam que o veto à suplência de Rogéria Bolsonaro busca preservar o sobrenome Bolsonaro, evitando associação a uma candidatura considerada fragilizada. A principal consequência foi a retirada da ex-vereadora da suplência, que agora concorre a deputada federal pelo estado.
O distanciamento político se estende à campanha, pois Flávio Bolsonaro não deve participar de eventos eleitorais ao lado de Canella. Dirigentes do PL fluminense, contudo, sustentam que a aliança é vantajosa, pois garante tempo de propaganda e a força política de Canella na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana do Rio.


