O presidente da Câmara, Hugo Motta, criticou neste sábado (11 de julho de 2026) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu emendas parlamentares. A medida, que bloqueou R$ 119 milhões das contas do presidente do Partido Liberal, foi chamada por Motta de “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do parlamento”.
Motta afirmou que a decisão de Dino não aponta desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Segundo a nota do presidente da Câmara, a ação se limita a “inferições e a tentar criminalizar a atividade política”. Ele declarou que a alocação das emendas segue a moldura normativa vigente e os compromissos entre o Executivo e o Legislativo perante a Corte Constitucional.
O ministro Dino justificou o bloqueio alegando “indícios convergentes” de que os investigados participaram de um esquema para direcionar irregularmente recursos de emendas parlamentares. Dino afirmou que as investigações indicam atuação coordenada de funcionários da Câmara dos Deputados e do presidente do PL no direcionamento das verbas.
A defesa do presidente do PL contestou a ação, dizendo na sexta-feira (10 de julho de 2026) que a decisão de Dino constitui “exposição pública prematura da investigação”. Os advogados afirmaram que não há nada criminoso na articulação de interesses nacionais e regionais por um presidente de legenda.

