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Política

Presidente da Câmara critica interferência judicial em emendas

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de julho de 2026 19:20
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou neste sábado, 11, a interferência da Justiça em matérias parlamentares, como a aprovação de emendas. Ele afirmou que ocorre uma “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”, defendendo a regularidade na distribuição dos recursos.

Motta declarou em nota que a decisão judicial sobre as emendas ao Orçamento não demonstra desvios, abusos ou aplicação irregular de verbas públicas. O parlamentar disse que a ação judicial se restringe a inferências que buscam “criminalizar a atividade política”. Ele explicou que a distribuição das emendas segue a moldura normativa vigente e os acordos entre os Poderes Executivo e Legislativo perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crítica surge após o ministro Flávio Dino, do STF, determinar no dia 10 o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente presidente do PL, devido a suspeita de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Motta defendeu que a orientação das direções partidárias para operacionalizar as indicações de emendas faz parte da normalidade administrativa do mandato.

O deputado concluiu que a Câmara dos Deputados manterá a condução dos trabalhos com transparência e respeito à ordem jurídica, “preservando a plena independência do Poder Legislativo”.

TAGGED:autonomia-legislativaCâmara dos DeputadosEmendas Parlamentaresinterferencia-judicialSupremo Tribunal Federal
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