O Rio de Janeiro iniciou testes de fiscalização na Zona Sul com o programa Tolerância Zero, que visa ordenar o comércio ambulante nas orlas. Paralelamente, o sistema Rio Rotativo Digital começou a operar na Lagoa, exigindo pagamento via aplicativo Jaé para uso de vagas públicas.
A implementação do Tolerância Zero, que começou na quinta-feira, gerou protestos de vendedores ambulantes em Copacabana. O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública na Justiça Federal solicitando a suspensão da iniciativa. O procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, afirmou que a prefeitura implantou a política de fiscalização sem observar normas federais, visto que a União é proprietária das praias marítimas.
Em resposta, a prefeitura declarou que a operação busca combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. O prefeito Eduardo Cavaliere disse que, sem legalização, não é possível exercer atividade econômica no espaço público, e a tolerância será zero para ocupações ilegais.
No que tange ao estacionamento, o Rio Rotativo Digital passou a gerir 903 vagas no projeto-piloto. O custo por duas horas caiu de até R$ 75, em estacionamentos privados, para R$ 2. O sistema permite que idosos e pessoas com deficiência não paguem em locais indicados, mas motociclistas, idosos e PCDs que pararem em vagas comuns devem usar o aplicativo Jaé para efetuar o pagamento.

