Sanções impostas pelos Estados Unidos a empresários brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC podem elevar os custos de companhias nacionais que negociam no mercado americano. A avaliação de pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que a decisão aumenta a fiscalização sobre negócios com os EUA.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou um homem e uma mulher, além de empresas, por supostamente usar o sistema financeiro americano para lavar recursos ligados ao tráfico de drogas e ao PCC. A medida proíbe entidades americanas de fazer negócios com os alvos das sanções e bloqueia bens sob jurisdição americana.
Segundo o pesquisador, o impacto principal reside no efeito regulatório. Empresas brasileiras que mantêm relações comerciais com os EUA deverão enfrentar exigências maiores de fiscalização, documentação e prevenção à lavagem de dinheiro. Isso implica a criação de departamentos de compliance e novas etapas de processo para comprovar a lisura das operações.
Setores como bancos, fintechs e o de combustíveis podem ser os primeiros sob pressão. O especialista afirmou que o setor financeiro receberá maior escrutínio, e as fintechs precisarão criar uma nova camada de fiscalização para garantir que não possuem negócios com grupos criminosos. Empresas sem vínculo direto com o crime também podem ser afetadas se tiverem relações financeiras com setores sob investigação.

