O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, priorizou uma resposta institucional à operação da Polícia Federal que atingiu o senador Jaques Wagner. A Casa colocou a Advocacia-Geral à disposição para auxiliar na defesa do parlamentar, que enfrenta bloqueio de contas e verbas do mandato.
A investigação da PF apura suspeitas de que o senador teria recebido ‘vantagens indevidas’ para favorecer o Banco Master. Segundo interlocutores de Alcolumbre, a decisão do Supremo Tribunal Federal autorizou a operação, afetando diretamente a conta-salário e as verbas de uso do parlamentar.
Alcolumbre utilizou o anúncio do apoio para criticar o Supremo Tribunal Federal, afirmando que decisões judiciais estão diminuindo a condição do mandato de senador. Ele declarou que necessita, institucionalmente, defender as prerrogativas dos senadores, sinalizando atrito entre os Poderes Legislativo e Judiciário.
O presidente do Senado também mencionou um aliado alvo de questionamentos no Amapá. Este indivíduo foi apontado por levar o fundo de pensão estadual a alocar R$ 400 milhões em papéis da instituição financeira, em meio ao cerco contra o Banco Master.

