A senadora Damares Alves afirmou, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que ela e sua filha têm recebido ofensas e ameaças nas redes sociais. Os ataques começaram após um blogueiro declarar que a parlamentar seria “amante de pastor” e “feminista”.
A senadora comentou que os internautas passaram a enviar xingamentos após a declaração do blogueiro. Ela usou o discurso para diferenciar os termos “vagabundo” e “vagabunda”, sugerindo que o segundo carrega um caráter misógino. “Quando olham para um homem e chamam ele de vagabundo, todo mundo pensa que ele é preguiçoso. Mas quando falam que uma mulher é vagabunda, o sentido não é preguiça”, explicou.
Segundo a senadora, os ataques se estenderam à sua filha adotiva, que é indígena. A parlamentar relatou que a filha passou a receber imagens simuladas de violência contra ela. “Disseram que vão matar minha filha. […] E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela”, declarou.
Damares Alves classificou os atos como violência política, atribuindo o ódio às mulheres que ocupam cargos públicos. Ela afirmou que divergências políticas devem ser discutidas legalmente em debates.

