A disputa presidencial de 2026 se estrutura pelas alianças partidárias, que definem o acesso a recursos financeiros e tempo de propaganda gratuita em rádio e TV. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será beneficiado pela federação Brasil da Esperança, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) terá tempo baseado na bancada do seu partido.
O especialista Flávio Pires Vieira, advogado em Direito Eleitoral, afirmou que a união de partidos fortalece palanques e aumenta o tempo de propaganda. A candidatura de Lula será amparada pela federação Brasil da Esperança, que inclui o PCdoB e o PV, além de uma coligação com PSB, PDT e a federação PSOL-Rede. Se formalizada, essa união garante a soma da representação parlamentar dos integrantes para o cálculo do horário eleitoral, segundo Vieira.
Em contraste, Flávio Bolsonaro, que não obteve o apoio nacional esperado de partidos como Podemos e Republicanos, formou uma chapa puro-sangue. A advogada Gabriela Rollemberg explicou que, se isolado, o tempo de propaganda de Flávio será equivalente apenas ao do PL. Contudo, ele terá um dos maiores tempos porque o cálculo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera a bancada federal eleita em 2022, e o PL é a segunda maior da Câmara, com 98 deputados.
A divisão prevê que, em 2026, apenas Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) terão direito à propaganda eleitoral de rádio e TV. Candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão acesso ao tempo gratuito porque seus partidos não cumprem a cláusula de desempenho, estabelecida pela Emenda Constitucional nº 97/2017.

