O Brasil apresenta um rápido envelhecimento demográfico, gerando a chamada economia prateada, focada em pessoas com 60 anos ou mais. A população desse grupo saltou de 22 milhões em 2012 para 34,1 milhões em 2024, representando um aumento de 53,3% em uma década.
A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a participação de brasileiros com 60 anos ou mais, que chegou a 15,6% em 2023, pode alcançar 37,8% da população até 2070. Segundo dados citados por um veículo de comunicação, esse público representa mais de R$ 1,5 trilhão em potencial de consumo no país.
Apesar do potencial econômico, o comércio ainda apresenta lacunas. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que muitos consumidores com 60 anos ou mais não são bem atendidos por produtos e serviços feitos para suas necessidades. Muitas empresas adaptam soluções para públicos mais jovens, sem repensar a experiência.
O desafio se estende a áreas como turismo e tecnologia. Pesquisa do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) revelou que cinquenta e um% dos entrevistados acima de 60 anos deixaram de comprar algo por operar apenas por aplicativo, mesmo com noventa e dois% deles tendo acesso à internet.
Beia Carvalho, fundadora da consultoria Five Years From Now, afirma que a sociedade deve ver a fase mais madura como um tempo de novas possibilidades, e não como o fim da vida produtiva. A longevidade, ela explica, exige uma abordagem de qualidade de vida que vai além da aparência, incluindo saúde mental e autonomia.

