Um estudo conduzido por pesquisadores da Cedars-Sinai Health Sciences University indica que o consumo regular de café está associado a um menor risco de desenvolver doenças hepáticas graves, como cirrose e câncer. A pesquisa acompanhou quase 355 mil pessoas por mais de 13 anos.
Os resultados, publicados na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, analisaram dados de 354.957 participantes do UK Biobank, todos sem histórico de doenças hepáticas no início do acompanhamento. Os benefícios foram observados mesmo em quem consumia uma ou duas xícaras diárias, com associações mais consistentes em quem ingeria três a quatro xícaras.
Além de monitorar o surgimento de patologias, os cientistas avaliaram marcadores sanguíneos e exames de ressonância magnética. Os consumidores habituais de café apresentaram menor acúmulo de gordura no fígado, redução da fibrose e níveis menores de inflamação. As análises sanguíneas também mostraram maior nível de proteínas ligadas ao bom funcionamento do órgão.
Os efeitos benéficos foram notados tanto em café tradicional quanto descafeinado, sugerindo que compostos além da cafeína podem proteger o fígado. Contudo, os pesquisadores alertam que o estudo é observacional, identificando uma associação, mas não comprovando que o café seja a causa direta da proteção. Por isso, não há recomendação para aumentar a ingestão da bebida.

