O hábito de tomar café pode estar associado a menor quantidade de gordura corporal e maior massa muscular, segundo estudo realizado na Finlândia com 2.264 pessoas. A pesquisa, publicada no European Journal of Nutrition, analisou a relação entre o consumo da bebida, a composição corporal e indicadores metabólicos dos participantes.
Os pesquisadores verificaram que pessoas que consumiam maiores quantidades de café apresentavam, em média, menor percentual de gordura corporal. A tendência se repetiu para a gordura visceral, acumulada na região abdominal e ao redor dos órgãos. Em contrapartida, os grupos com maior ingestão da bebida registraram quantidade superior de massa muscular esquelética.
O índice de massa corporal (IMC) permaneceu semelhante entre todos os participantes. No metabolismo dos homens, o consumo elevado de café foi associado a indicadores de glicose e insulina mais favoráveis. Em ambos os sexos, a ingestão maior da bebida relacionou-se a concentrações menores de aminoácidos de cadeia ramificada, os BCAA, que atuam na formação de proteínas musculares.
Os cientistas afirmaram que os resultados não significam que beber café provoque emagrecimento ou ganho de músculos. O estudo identificou associações, mas não foi desenvolvido para estabelecer relação direta de causa e efeito. Fatores como alimentação, prática de exercícios físicos e rotina diária podem influenciar a composição corporal.
Trabalhos anteriores já apontaram possíveis relações entre o café e a menor ocorrência de baixa massa muscular, mas os dados científicos não são uniformes. Pesquisadores defendem a realização de novos estudos, com ensaios clínicos e acompanhamentos de longo prazo, para descobrir se a bebida exerce efeito direto sobre o organismo.
A bebida não deve ser encarada como estratégia isolada para alterar a composição corporal. Atividade física regular, alimentação adequada e sono continuam sendo os principais fatores para a manutenção da saúde física.


