Parlamentares debatem a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, o calendário eleitoral de 2026 deve dificultar a instalação e o desenvolvimento dos trabalhos ainda neste ano.
A movimentação ocorre em meio a novas informações. A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que o filho do presidente teria mantido uma “comunhão de interesses econômicos” com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar em tratativas de negócios com o governo federal. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega irregularidades.
Anteriormente, o nome do filho do presidente já esteve no Congresso durante os trabalhos da CPMI do INSS. Em fevereiro, a comissão aprovou a quebra de sigilo do indivíduo, mas essa medida foi anulada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, devido ao procedimento na votação dos requerimentos.
Além da questão do filho do presidente, a pauta das CPMIs aparece nas articulações para a sucessão no Senado. Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS, declarou que pretende disputar a presidência da Casa caso seja reeleito, vinculando essa possibilidade à abertura de novas investigações, como uma sobre o Banco Master.
Fontes indicam que a discussão sobre novas investigações pode ser usada nas negociações por votos da próxima Mesa Diretora. Uma CPMI sobre Fábio Luís Lula da Silva pode, portanto, se tornar pauta para a próxima legislatura, apesar da dificuldade de ser instalada em 2026.


