O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal a instaurar um terceiro inquérito sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Lula e seus aliados. Dino também determinou uma quarta investigação para apurar vazamentos de informações sigilosas dos processos.
Os novos procedimentos foram instaurados após a PF apresentar requerimentos, pois os casos não indicavam conexão direta com o ministro André Mendonça, relator de outra operação no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O primeiro inquérito apura tráfico de influência no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto, enquanto o segundo investiga negócios com a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.
A defesa do filho do presidente manifestou apoio à decisão do ministro Dino, afirmando que a medida visa averiguar as circunstâncias de vazamentos criminosos. A movimentação dos inquéritos gerou tensão entre o ministro Mendonça e a PF, que já havia cobrado detalhes das provas colhidas no caso do INSS.
A PF não pediu explicitamente a redistribuição dos casos de Mendonça, mas a ausência de vínculo direto permitiu que o presidente em exercício da Corte, Alexandre de Moraes, encaminhasse os documentos para a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinar sobre a relatoria. Por sorteio, Mendonça foi novamente escolhido para conduzir os processos.


