O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas cautelares contra um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Polícia Federal (PF) cumpriu o mandado de busca e apreensão na quinta-feira, 6, como parte de apuração de um suposto esquema de desvio de recursos públicos avaliado em R$ 308 milhões.
A investigação da PF apura um acordo firmado entre o governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi, ocorrido durante a gestão do então governador. Os investigadores suspeitam da prática de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
O CNJ informou que tomou conhecimento da decisão, mas manteve sigilo sobre as medidas impostas. O órgão declarou que colaborará com as investigações, ressaltando que o ministro do STF não determinou o afastamento do conselheiro de suas funções.
A defesa do conselheiro afirmou que a diligência ocorreu em escritório de advocacia anterior ao seu ingresso no CNJ. Segundo a assessoria, a relação com os fatos investigados decorre exclusivamente de sua atuação como advogado, e que os honorários recebidos eram de contrato escrito e declarado.


