A disputa por vagas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) avançou antes da punição de um ministro pelo tribunal superior. Candidatos a substituir o magistrado já circulavam em eventos do Judiciário, e ministros relataram constrangimento com a aproximação de aspirantes.
Além da vaga em questão, há outras cadeiras abertas no STJ. Uma vaga foi deixada por um magistrado que se aposentou em abril, e outro ministro deve se aposentar em novembro. O processo de escolha dos ministros ocorre após a inscrição dos interessados nos tribunais de origem, cujos nomes são enviados ao STJ. Os ministros elegem uma lista tríplice, e para as três vagas, a intenção é votar uma lista quíntupla para o presidente da República escolher.
Fontes do Judiciário informaram que mais de dez candidatos são considerados fortes na disputa. No Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), pelo menos três desembargadores devem concorrer. No TJ-SP, espera-se a participação de, no mínimo, cinco concorrentes. Nomes de outros estados, como Bahia, Maranhão, Santa Catarina e Pernambuco, também são esperados.
O processo de nomeação deve se iniciar em novembro, o que significa que as escolhas serão feitas em 2027, pelo presidente eleito em outubro. O STJ é a terceira instância para a Justiça Federal e foro especial para julgar governadores.


