Um novo estudo acompanhou pessoas ao longo de suas vidas adultas e concluiu que décadas de dificuldades financeiras podem deixar marcas no cérebro. Pesquisadores analisaram dados de um estudo de coorte britânico de 1946, que monitora milhares de participantes desde a juventude.
A pesquisa, publicada na revista Innovation in Aging, analisou a situação financeira de 2.759 participantes em diversos momentos da vida adulta. Foi classificado como baixa renda persistente quem se enquadrou nos 20% com menor renda em pelo menos duas ocasiões. Os resultados indicaram que indivíduos com essa condição apresentaram desempenho inferior em testes cognitivos realizados aos 53 anos.
Entre os participantes que fizeram exames de imagem cerebral, a baixa renda persistente correlacionou-se com maior redução do volume cerebral em fases posteriores. A análise também mostrou que a associação entre adversidade financeira e redução cerebral foi mais forte em homens, em pessoas de origem desfavorecida e em portadores de um gene de risco para Alzheimer.
Os pesquisadores explicam que o estresse crônico aumenta a inflamação, acelerando o envelhecimento cerebral. As descobertas sugerem que reduzir dificuldades financeiras crônicas em adultos ativos pode ajudar a proteger a saúde cerebral e diminuir casos de demência no futuro.

