Cinquenta e seis indígenas da etnia Warao, originários da Venezuela, deixaram nesta sexta-feira (28) o imóvel onde viviam há oito anos em Goiânia. O grupo, composto por 21 famílias, buscou refúgio na Praça do Trabalhador, na região da 44, onde recebeu assistência da Prefeitura para alimentação e acolhimento social.
O proprietário do imóvel decidiu retomar a área para demolir a construção e erguer uma nova residência para familiares. As famílias estavam estabelecidas no endereço desde 2019 e recebiam acompanhamento do poder público municipal desde 2022 em áreas de saúde, educação e direitos humanos.
A comunidade é formada por 17 crianças de até 11 anos, sete adolescentes entre 12 e 17 anos, 24 adultos e cinco idosos. Outras três pessoas não tiveram a idade informada. Eduardo Oliveira, superintendente de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, disse que a Prefeitura foi informada sobre a saída do grupo por volta das 10h.
A gestão municipal avalia espaços ligados ao CRAS Novo Mundo e o antigo local do Crenas Oeste para abrigar o grupo. O objetivo é evitar a separação de famílias, já que as unidades de acolhimento convencionais costumam dividir os atendimentos por público, separando homens, mulheres, crianças e idosos.
Representantes da Funai, Defensoria Pública, sindicatos, entidades religiosas e organizações do terceiro setor participam das articulações. A Prefeitura tenta incluir a comunidade no Programa Aluguel Social do Estado, medida que contou com apoio da Defensoria Pública em tratativas iniciadas há algumas semanas.
A inclusão no programa de aluguel social depende de decisões judiciais e não representa uma solução imediata para as famílias. O município mantém o acompanhamento social enquanto busca um local que permita a permanência de todo o grupo reunido na capital goiana.


