A popularização de medicamentos emagrecedores à base de GLP-1 impulsionou uma mudança no mercado de beleza. Empresas do setor passaram a desenvolver produtos e estratégias voltadas a consumidores que enfrentam efeitos colaterais como flacidez e queda capilar após a perda rápida de peso.
Segundo a jornalista especializada Luiza Souza, o fenômeno conhecido como “Ozempic Face” deixou de ser apenas um tema de redes sociais para se tornar uma oportunidade de negócios. A especialista afirma que a redução acelerada da gordura facial compromete o contorno do rosto, levando marcas a ajustar sua comunicação. O Grupo Boticário, por exemplo, lançou uma linha da marca Botik focada na recuperação da firmeza da pele, enquanto a Vichy, do grupo L’Oréal, reuniu produtos faciais e de fortalecimento capilar em kits específicos para esse público.
Além dos cosméticos, clínicas dermatológicas e consultórios de cirurgia plástica relatam um aumento na procura por procedimentos estéticos. A demanda por bioestimuladores e cirurgias faciais cresceu entre pacientes mais jovens, que buscam recuperar o volume facial perdido durante o processo de emagrecimento.
O mercado de bem-estar também reposicionou o chá, que passou a ser comercializado com foco em performance e saúde, aproximando-se de categorias como cafés especiais. Marcas como a Talchá investem em linhas funcionais voltadas a objetivos como energia e qualidade do sono, integrando a bebida a rituais de cuidado pessoal.

