O movimento ‘maxxing’ transformou hábitos comuns, como leitura e alimentação, em tendências de alto desempenho nas redes sociais. A prática incentiva a otimização constante de aspectos da vida, gerando um mercado de bem-estar projetado para movimentar quase US$ 10 trilhões até 2030, segundo o Global Wellness Institute.
O ‘maxxing’ deu origem a termos específicos, como booksmaxxing, fibermaxxing, sleepmaxxing e looksmaxxing, todos baseados na ideia de otimizar algum aspecto da rotina. Empresas passaram a investir em produtos como suplementos e cosméticos para atender a essa demanda por melhoria de saúde e produtividade.
Especialistas em saúde mental alertam que essa busca por resultados crescentes pode se tornar uma cobrança permanente. O comportamento estimula padrões de perfeccionismo e pode reduzir o tempo dedicado ao lazer e às relações pessoais. No caso do looksmaxxing, conteúdos circulam incentivando mudanças na aparência sem comprovação científica, levando alguns jovens a adotar práticas de risco.
Além da aparência, a rigidez das metas pode transformar atividades prazerosas em fontes de culpa e frustração. Outro aspecto observado é a dificuldade em reconhecer conquistas, mantendo o indivíduo em um ciclo contínuo de estabelecimento de novos objetivos. Especialistas sugerem que é preciso estabelecer metas compatíveis com a realidade individual para manter o equilíbrio.

