A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que um sargento do Corpo de Bombeiros do RJ, réu no caso Marielle Franco, deve permanecer por mais um ano em um presídio federal de segurança máxima. A magistrada Lucia Mothe Glioche, da 4ª Vara Criminal da Capital, proferiu a decisão nesta quarta-feira (12).
O indivíduo, identificado como Maxwell Simões Corrêa, está detido em unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, no Rio, desde 2023. Ele aguarda julgamento do Tribunal do Júri, sem data definida. Segundo o inquérito, ele teria guardado o veículo usado no crime e monitorado a vereadora antes do assassinato.
O Ministério Público solicitou a manutenção de Maxwell no sistema penitenciário federal, e a juíza atendeu ao pedido, renovando a transferência por mais 12 meses. A defesa do réu apresentou um pedido de habeas corpus na mesma quarta-feira (19).
Para fundamentar a decisão, a juíza citou um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio, de agosto, que elevou as penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz. O tribunal classificou o assassinato de Marielle como um crime de gravidade excepcional, com repercussão além do estado e do país.
A magistrada explicou que, devido às dificuldades do sistema prisional fluminense, a permanência em unidade federal é necessária para a segurança pública. A defesa contestou o fundamento, alegando que a decisão se baseia exclusivamente na “repercussão do crime”, o que considera inaceitável para manter a prisão em regime federal.


