Dez deputados ou senadores que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff, concluído em 31 de agosto de 2016, compõem atualmente chapas majoritárias apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os parlamentares buscam agora a recondução ao Senado ou a chegada a governos estaduais com o respaldo do PT.
A apuração indica que a movimentação ocorre dez anos após o processo de cassação, período em que a política brasileira passou por mudanças radicais. Na época, o PT também enfrentava as investigações da Operação Lava-Jato.
Entre os nomes de projeção nacional está Simone Tebet. Ex-senadora pelo MDB de Mato Grosso do Sul, ela votou a favor do impeachment ao citar as consequências nefastas da política fiscal de Dilma e o mal causado à população. Tebet concorreu à Presidência em 2022, apoiou Lula no segundo turno e tornou-se ministra do Planejamento. Atualmente filiada ao PSB, disputa o Senado por São Paulo.
No Senado, Renan Calheiros (MDB) também integra a lista. O parlamentar, que presidia a Casa durante o processo e é aliado histórico do PT, votou a favor da cassação. Calheiros tenta agora a recondução ao Senado em Alagoas na chapa lulista.
Pedro Paulo, deputado federal pelo PSD do Rio e candidato ao Senado, também votou pelo impeachment na Câmara. Na época, integrava o MDB, partido do então vice-presidente Michel Temer e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Pedro Paulo afirmou que o voto favorável à cassação foi um erro.

