Quase cinquenta por cento dos brasileiros defendem a proibição de vídeos e propagandas eleitorais produzidos com inteligência artificial nas eleições de 2026. O dado foi apurado pela Pesquisa CNT de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, e reflete o debate sobre o uso da tecnologia em campanhas.
A pesquisa aponta que 49,8% dos entrevistados não permitem nenhum material de candidato gerado por IA. Outros 34,3% defendem uma restrição mais específica, pedindo a proibição de conteúdos artificiais que contenham notícias falsas sobre os concorrentes. Somente 8,9% dos participantes são favoráveis à liberação total da tecnologia.
O resultado surge enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define o uso de novas ferramentas nas campanhas. Um caso em análise envolve um vídeo com IA exibido em convenção partidária, onde um ex-presidente apareceu virtualmente para apoiar um candidato. O partido adversário acionou o TSE contra o material.
Para monitorar os riscos, o TSE criou um conselho consultivo e firmou parceria com a ElevenLabs, empresa de vozes artificiais. A iniciativa permite que a Justiça Eleitoral solicite medidas contra o uso indevido dessas vozes na plataforma, visando coibir a desinformação.


