O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), denunciou 16 homens por participação em um esquema de adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro e crimes fiscais nesta quinta-feira (27). A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto.
Segundo o Ministério Público, os denunciados promoveram e financiaram a organização criminosa para desviar metanol e adulterar combustíveis. O grupo também é acusado de falsidade documental e fraudes. A denúncia aguarda análise da Justiça para que os envolvidos passem à condição de réus.
A investigação teve início em 28 de agosto de 2025, quando 1,4 mil agentes cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados. A força-tarefa envolveu a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
As autoridades identificaram mais de 350 pessoas físicas e jurídicas como alvos da apuração por crimes contra a ordem econômica, estelionato e delitos ambientais. A investigação aponta a participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de outras organizações criminosas nas atividades.
Para inserir dinheiro ilícito na economia formal, a organização utilizava fintechs sob controle do crime organizado. Essas instituições de pagamento atendiam empresas do setor de combustíveis e operavam com contabilidade paralela para dificultar o rastreamento financeiro.
O mecanismo de transferências sem a identificação dos beneficiários finais era utilizado para ocultar a origem dos valores e evitar a fiscalização dos órgãos de investigação, conforme informou o MPSP.

