O Ministério Público Eleitoral do Distrito Federal solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) a negativa do registro de candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF. A Procuradoria sustenta que o ex-governador permanece inelegível por condenações de improbidade administrativa, com prazo de impedimento estendido até 11 de dezembro de 2030.
O pedido foi formalizado no processo de registro de candidatura de Arruda pela coligação Resgatar Brasília, formada por PSD e Avante. A manifestação do órgão afirma que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) já confirmou sentenças contra o ex-governador por dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito.
Um dos processos citados envolve pagamentos feitos pelo governo do DF à empresa Linknet entre dois mil e sete e dois mil e nove, sem cobertura contratual. A Justiça apontou que parte desses recursos foi desviada para propina, configurando um esquema com superfaturamento no reconhecimento de dívida. Arruda foi condenado a reparar R$ 11,8 milhões em prejuízo público, além de multa e suspensão de direitos políticos por oito anos.
Outra condenação, oriunda da Operação Caixa de Pandora, aponta um esquema sistemático de corrupção. Neste caso, a Justiça determinou o ressarcimento de R$ 257 mil aos cofres públicos, além de suspensão dos direitos políticos por doze anos. A Procuradoria Eleitoral considera que, somando as condenações confirmadas por órgão colegiado, o impedimento se mantém até 2030.
Arruda tem sete dias para apresentar sua defesa. Após isso, o TRE-DF decidirá se acata ou não o pedido do Ministério Público, que requer o indeferimento do registro ou o cancelamento do diploma caso eleito.


