O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva de uma influenciadora e outros réus envolvidos na Operação Vérnix. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro conectado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pedido, apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ocorreu porque a lei exige a reavaliação da prisão a cada noventa dias. O promotor Lincoln Gakiya afirmou que a influenciadora é parte do núcleo financeiro do crime, atuando como caixa da organização. Ela teria praticado ocultação e dissimulação de valores ilícitos por meio de contas próprias ou de empresas ligadas a ela.
A Operação Vérnix, iniciada em maio, investigou o uso de uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau, São Paulo, como fachada. Essa estrutura teria movimentado dinheiro da cúpula do PCC e repassado valores a familiares de um dos líderes da facção. Além da influenciadora, um operador financeiro foi preso na ocasião, e mandados foram emitidos contra familiares.
A investigação, que começou em dois mil dezenove, identificou movimentações financeiras incompatíveis e crescimento patrimonial sem lastro. Depósitos foram encontrados em contas da influenciadora, totalizando R$ 1.067.505 em pagamentos fracionados entre dois mil dezoito e dois mil vinte e um. Um pedido anterior de habeas corpus, feito pela defesa em dezoito de julho, foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

