O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou 76 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro nos últimos oito meses. As ações decorrem de investigações sobre fraudes contra a ordem tributária, que agora contam com uma estratégia de responsabilização mais rigorosa.
A mudança na atuação ministerial foi formalizada em 22 de novembro de 2024, quando duas promotorias de Goiânia foram designadas para atuar de forma conjunta em processos que conectam crimes tributários a delitos de lavagem de capitais. Segundo o MPGO, a medida permite a aplicação de penas mais severas, adequadas à complexidade das condutas identificadas.
As investigações apontam o uso de empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, o registro de firmas em nome de terceiros e a emissão de notas fiscais ideologicamente falsas. O órgão solicitou ao Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) a apuração da conduta dos profissionais envolvidos.
O Poder Judiciário tem deferido medidas cautelares, incluindo o bloqueio de valores milionários, a retenção de passaportes e a proibição de saída do país para os investigados. O objetivo é assegurar a persecução penal e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

