A Câmara dos Deputados acumula requerimentos da oposição que buscam investigar as atividades financeiras e a atuação de Fábio Luís Lula da Silva. Os pedidos incluem acesso a dados sigilosos, convocações de auxiliares do governo e informações sobre contratos de mais de R$ 53 milhões envolvendo a empresa 3Structure.
Na Comissão de Finanças e Tributação, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tenta analisar as movimentações financeiras de Fábio Luís. Paralelamente, parlamentares do partido Novo buscam registros de acesso à Telebras, sob a suspeita de que o filho do presidente tenha atuado em negociações na estatal.
Outra frente de apuração é conduzida pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que cobra explicações de Wellington César Lima e Silva, da Justiça, sobre uma reunião realizada com advogados de Fábio Luís. As investigações também miram suposto tráfico de influência relacionado a contratos da 3Structure.
Em outra pauta, o governo federal registrou gastos superiores a R$ 53 milhões com viagens nos últimos dez dias. O montante compreende R$ 36 milhões em diárias para funcionários e quase R$ 26 milhões em passagens aéreas. Outros custos, como taxas e seguros, somam mais de R$ 300 mil.
As despesas totais com viagens do governo em 2026 já ultrapassaram R$ 1,21 bilhão. Desse total, R$ 153,7 milhões foram destinados a viagens internacionais. Os valores não contabilizam os gastos sigilosos com jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) utilizados pelo presidente e pela primeira-dama.
Até agosto, o gasto com diárias somou R$ 685,7 milhões, valor que supera o total gasto com passagens aéreas em todo o ano de 2022, quando a cifra foi de R$ 553 milhões.

