O Partido Popular confirmou que as comunidades sob sua gestão acolherão menores migrantes que chegaram a Ceuta. A decisão atende a uma norma que obriga o repasse quando um território ultrapassa sua capacidade de atendimento, conforme declarado o vice-secretário Elías Bendodo.
A questão do acolhimento de menores tem sido recorrente em coletivas de imprensa do partido desde a chegada de 72 mil pessoas a Ceuta na semana passada. O vice-secretário de Política Autonómica e Municipal, Elías Bendodo, afirmou que o partido cumpre a legislação. “O Partido Popular sempre cumpre a lei; nesta ocasião, também. Nós e nossos governos”, declarou Bendodo.
A legislação exige que o acolhimento ocorra quando outro território excede sua capacidade de atender os migrantes em três unidades, situação que se aplica ao caso de Ceuta. Bendodo explicou que “cumprir a lei” implica aceitar esse repasse de responsabilidade.
Em um momento inicial da crise, o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, evitou a discussão ao se manifestar na cidade autônoma, respondendo evasivamente sobre o plano de imigração. A decisão do partido ocorre mesmo com protestos de outros membros que se opõem ao repasse obrigatório, alegando que o compartilhamento é injusto.

