A Polícia Federal realizou uma nova operação em São Paulo, determinando o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência de um advogado. A ação, batizada de Arena, investiga um grupo empresarial que teria usado estruturas societárias no exterior para esconder dinheiro proveniente de jogos de azar e apostas esportivas.
A investigação envolve o cumprimento de dezessete mandados em cinco estados, além de medidas de quebra de sigilo e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Segundo a PF, os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro e evasão de divisas contra o Sistema Financeiro Nacional.
O grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians já havia sido alvo em julho por um esquema de suposta venda de créditos falsos de ICMS em São Paulo e Paraná. A apuração do CIRA/SP apontava que empresas de fachada geravam documentos fiscais para criar circulação artificial de créditos tributários.
Os investigados simulavam a existência desses créditos, e posteriormente apresentavam telas falsas para indicar quitação de multas. Escritórios de advocacia e consultorias participavam da estrutura para dar aparência de legalidade às transações. A investigação também mira os grupos Alpha e DMC.
O escritório de advocacia do advogado Nelson Wilians informou que recebeu as autoridades e prestou colaboração integral. A empresa Alpha Group negou qualquer irregularidade fiscal ou penal e se colocou à disposição das autoridades.


