A Polícia Federal investiga a possível ligação de uma Ferrari e um Rolls-Royce, associados ao advogado Nelson Wilians, com um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira, apura a exploração ilegal de apostas esportivas.
A operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal ligado à exploração ilegal de apostas esportivas. Segundo a investigação, mais de R$ 1 bilhão em patrimônio estaria conectado ao esquema. Entre os bens observados nas imagens da operação estão uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 4 milhões, e um Rolls-Royce, estimado em pelo menos R$ 5 milhões.
Os veículos teriam pertencido ao advogado Nelson Wilians. A apuração aponta que recursos obtidos ilegalmente por meio de apostas seriam enviados à Pixstar, uma empresa offshore sediada em Curaçao. Posteriormente, o dinheiro teria retornado ao Brasil por meio de empresas de fachada.
Para dar aparência de legalidade às transações, utilizaram-se notas fiscais falsas referentes a serviços que, segundo os investigadores, não foram prestados. A PF também aponta possíveis crimes de sonegação fiscal, concorrência desleal e fortalecimento de redes criminosas.
A Justiça determinou o bloqueio de parte do patrimônio do caso, mas os dois automóveis não foram incluídos na medida judicial. Se as investigações comprovarem a origem ilícita dos bens, os veículos poderão ser alvo de ações futuras.


