O estado do Rio de Janeiro registra 35.406 pessoas em situação de rua, segundo o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Este número coloca o estado em segundo lugar no ranking nacional, um cenário que motivou o legislativo local a aprovar leis de acolhimento e garantia de direitos.
A legislação estadual, instituída pela Lei 9.302/21, define população em situação de rua como indivíduos marcados por extrema pobreza, fragilização ou rompimento de vínculos familiares, sem moradia convencional. A norma assegura acesso simplificado a políticas públicas de saúde, educação, assistência social, trabalho e moradia.
Em maio de 2026, o CadÚnico registrava 388.855 pessoas nessa condição em todo o Brasil, com São Paulo na liderança nacional. No Rio de Janeiro, a capital municipal sozinha registra 22.352 pessoas inscritas no sistema.
Um exemplo de superação é o escritor Leonardo Motta. Após enfrentar dependência química por duas décadas, ele vive nas ruas por um período de um ano e três meses. Hoje, Motta está sóbrio há nove anos e reside na Ilha de Paquetá.
Motta, autor da Revista na Calçada, participará de debate na Biblioteca Estadual para apresentar seu trabalho. Ele aconselha quem enfrenta a situação a aceitar ajuda, afirmando que existe quem disponha de suporte.

