O Senado deve votar, sem a realização de debates, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6×1, a PEC da Segurança e a Medida Provisória que elimina a chamada “taxa das blusinhas”. A decisão ocorre após acordo entre os presidentes da Casa, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, com o presidente Luiz Inácio Lula.
A pressa na tramitação visa liberar senadores e deputados para as campanhas eleitorais em seus estados. Para garantir que o processo legislativo termine antes do pleito, os relatores no Senado não aceitarão alterações nos textos vindos da Câmara, o que evitaria que as propostas retornassem para nova votação dos deputados.
No caso da PEC do fim da escala 6×1, a Câmara definiu um prazo de transição de 14 meses para a redução da jornada. O período foi criticado pelo setor produtivo, que aponta possíveis impactos negativos sobre empresas, preços e manutenção de empregos.
Havia a promessa de que o Senado discutiria a extensão desse prazo, mas a redação agora será mantida sem mudanças. Segundo estudos do setor produtivo, a aplicação do texto original pode resultar no desemprego de dezenas de milhares de trabalhadores.
A estratégia de votação a toque de caixa reflete a tentativa de evitar que parlamentares precisem abandonar as atividades eleitorais para retornar ao trabalho legislativo regular caso as propostas sofram modificações.

