Cinquenta e sete por cento dos americanos expressam preocupação em não ter dinheiro suficiente para viver até a velhice, segundo estudo de 2026. Paralelamente, trinta e nove por cento de aposentados optam por não gastar suas economias. Ambas as atitudes refletem a ausência de um método confiável para transformar reservas em renda mensal previsível.
O estudo anual de aposentadoria da Allianz Life, divulgado em 2026, revelou que a maior apreensão dos americanos é a falta de recursos financeiros, e não o falecimento. A pesquisa também indicou que muitos aposentados mantêm saldos intactos, recusando-se a utilizar o montante acumulado. Esse comportamento decorre da dificuldade em converter grandes somas em fluxo de caixa mensal.
A inflação, que atingiu 3,67% no ano, com serviços subindo 3,65%, pressiona orçamentos de idosos, cujos gastos com saúde e moradia são altos. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan registrou 49,5 em junho de 2026, situando-se no décimo percentil inferior de sua série histórica. Além disso, a taxa de poupança pessoal caiu de 6,2% no primeiro trimestre de 2024 para 2,8% no segundo trimestre de 2026.
A retenção de dinheiro ocorre porque a rentabilidade média de certificados de depósito de 12 meses, em julho de 2026, foi de 1,68%, gerando retorno real negativo diante da inflação superior a 3%. Contudo, manter o saldo intacto parece mais seguro para quem teme a escassez. Um planejamento de renda estruturado, utilizando instrumentos como títulos do Tesouro ou CDBs de alta rentabilidade, pode mitigar esse risco.


