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Justiça

Tribunais negam irregularidades em pagamentos acima do teto

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de agosto de 2026 23:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Tribunais de Justiça responderam ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve irregularidades nos pagamentos de remunerações acima do teto constitucional, os chamados “penduricalhos”, registrados em maio e junho deste ano. Os órgãos alegaram que os valores elevados resultaram de situações excepcionais, como aposentadorias e férias acumuladas, seguindo parâmetros definidos pela Corte.

Os documentos enviados à Corte afirmam que os pagamentos, que chegaram a R$ 1 milhão em alguns casos, decorreram de situações que não se enquadram no limite constitucional. O STF havia estabelecido que a remuneração máxima possível, com as verbas autorizadas, seria de R$ 78,5 mil.

Diversos tribunais apresentaram justificativas. O TJ do Distrito Federal informou que os maiores pagamentos se relacionaram a acertos financeiros de duas magistradas aposentadas com férias acumuladas. O TJ do Maranhão declarou que apenas seis casos excederam os parâmetros, envolvendo abono de férias e 13º salário, verbas consideradas exceções.

O TJ do Rio de Janeiro reiterou o compromisso com a transparência, afirmando que as folhas de pagamento de abril, maio e junho respeitaram os parâmetros do STF. O TJ de Rondônia informou que os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não apontam irregularidades. A determinação para os esclarecimentos foi dada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

TAGGED:penduricalhosremuneraçãoSTFteto-constitucionaltransparênciatribunais-de-justica
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