Donald Trump conta com US$ 46,55 bilhões aprovados pelo Congresso para ampliar o muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. O recurso, incluído no pacote fiscal de 2025, visa não só a construção de barreiras, mas também a implementação de sistemas avançados de vigilância.
A legislação permite a construção ou melhoria de barreiras primárias, secundárias e em áreas de rios. O sistema proposto vai além de uma simples parede, abrangendo estradas de acesso, câmeras, iluminação e sensores de detecção. Segundo levantamento, a administração Trump já iniciou obras em mais de 966 quilômetros de novos muros, acompanhados por tecnologia de vigilância.
A meta do governo é cobrir pelo menos 2.250 quilômetros da fronteira total de 1.954 milhas. No primeiro mandato, foram instaladas cerca de 458 milhas de painéis de barreira, mas a maior parte dessas estruturas substituiu barreiras já existentes. O Congresso destinou recursos diretamente ao governo, complementando o muro com US$ 6,17 bilhões para tecnologia e US$ 4,1 bilhões para contratação de pessoal.
A expansão enfrenta controvérsia devido ao uso de poderes legais que dispensam exigências ambientais. No Arizona, uma empresa contratada atingiu um geoglifo ancestral; a Nação Tohono O’odham classificou o ocorrido como perda evitável. Na Califórnia, líderes indígenas denunciam uso de explosivos em local sagrado.
O órgão de fiscalização do Congresso, o GAO, já documentou impactos ambientais e culturais das obras anteriores, incluindo o uso de explosivos em área de sepultamento tribal. O governo argumenta que as barreiras continuam necessárias, apesar da queda histórica nas travessias ilegais.

