A Venezuela anunciou a libertação de mais de cento e trinta detentos políticos nesta sexta-feira. O governo concedeu medidas alternativas à prisão para 131 pessoas detidas por suposta participação em crimes. A medida atendeu a uma promessa feita pela chefe da delegação da oposição em negociações com o governo interino.
O comunicado oficial do governo informou que as pessoas foram liberadas por suposta ou comprovada participação em crimes previstos na legislação venezuelana. Entre os primeiros liberados na sexta-feira estava uma mulher de quarenta e cinco anos, acusada de participar de um ataque com drone contra Nicolás Maduro. Essa detenta havia sido presa em agosto de dois mil dezoito.
Organizações de direitos humanos apontaram que a comerciante sofreu tortura e tratamento cruel enquanto estava detida. A ONG Foro Penal confirmou a libertação de pelo menos quarenta presos políticos, somando o número a trêscentos e noventa e um detentos contabilizados até segunda-feira, dez de agosto.
A chefe da delegação da oposição celebrou a notícia, enquanto um parente de detidos expressou satisfação com o ocorrido. A negociação busca uma transição política no país, após a deposição de Maduro há sete meses, conforme informado por fontes ligadas ao processo.


