Romeu Zema criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (7). O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Judiciário deixou de ser um poder de equilíbrio institucional e passou a atuar como agente de tensão política no país. Zema questionou a responsabilização de magistrados e propôs alterações na composição da Corte.
Em entrevista, Zema declarou que a carreira no Judiciário possui um status intocável no Brasil. Ele questionou a aplicação das leis, afirmando que um magistrado envolvido em um crime grave não sofreria consequências pelas normas vigentes. O político também mencionou a ação por calúnia movida contra ele pelo ministro Gilmar Mendes, reiterando suas críticas à Corte.
O ex-governador reiterou propostas para alterar a composição do STF. Entre as medidas defendidas estão a adoção de uma lista tríplice para a escolha de ministros pelo presidente da República e a fixação de idade mínima de 60 anos para ingresso na Corte. Zema afirmou que o Judiciário, que era um poder moderador, hoje atua como um poder incendiário, criando crises.
Sobre outras pautas, Zema disse que a segurança pública será prioridade em seu eventual governo. Ele defendeu uma agenda de redução do tamanho do Estado, argumentando que é preciso reduzir despesa do setor público para diminuir impostos. Segundo ele, sua gestão em Minas Gerais atraiu cerca de R$ 530 bilhões em investimentos privados.


