O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), protocolou na noite desta segunda-feira a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A votação do projeto de decreto legislativo deve ocorrer nesta terça-feira (1º), possivelmente em rito acelerado diretamente no plenário.
A cadeira na Corte de Contas ficou disponível após a aposentadoria antecipada do ministro Bruno Dantas, que decidiu atuar na iniciativa privada. O TCU é composto por nove ministros, sendo três indicados pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e três pela Presidência da República.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), informou que o Palácio do Planalto deve orientar a favor da escolha, embora tenha ressaltado que a indicação é um assunto interno da Casa. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também declarou apoio ao nome de Pacheco.
A movimentação ocorre em um período de aproximação entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo federal espera que o Senado aprove nesta semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança, que amplia o papel da União no setor.
A indicação é vista por parlamentares como uma forma de pacificar o ambiente político após a crise gerada em abril, quando o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, indicado por Lula. A operação visa agrupar forças políticas em torno de um nome com trânsito entre as bancadas.
Pacheco havia sido cogitado para o Supremo, mas a ida ao TCU surge como alternativa após o senador recusar o convite do governo federal para disputar o governo de Minas Gerais. Com a decisão de encerrar a passagem pelo Congresso, aliados consideram a nomeação para o tribunal como uma saída natural.


