O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deve assumir a presidência da Corte no segundo semestre de 2027. Ele é apontado como o sucessor natural do ministro Edson Fachin, que tomou posse no comando do tribunal em setembro de 2025 e terá mandato até setembro de 2027.
A escolha ocorre por votação secreta entre os 11 ministros, mas o STF tradicionalmente elege o integrante mais antigo que ainda não presidiu a Corte. Moraes tomou posse em 2017 e é o mais antigo entre os ministros que nunca ocuparam o cargo, superando Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Atualmente, ele exerce a função de vice-presidente.
O presidente do STF dirige as sessões plenárias, organiza os trabalhos e define quais processos serão levados à apreciação dos ministros. Embora não interfira no voto dos colegas, a função concede influência sobre a dinâmica das sessões. O cargo também inclui a representação do tribunal junto à Presidência da República, ao Congresso Nacional e a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A possibilidade de ascensão ao comando acontece durante crise envolvendo investigações sobre o Banco Master. A Polícia Federal apura fraudes bilionárias da instituição e encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco e preso preventivamente, mensagens que indicariam contatos com o ministro Moraes e pessoas ligadas a ele.
O caso tornou-se público após o ministro André Mendonça autorizar a retirada de parte do sigilo dos documentos da PF. A medida gerou reação da Procuradoria-Geral da República, que questionou a competência de Mendonça para determinar a investigação de um colega sem autorização prévia do Plenário e pediu a nulidade da ordem.


